A Homeopatia na Menopausa 
A Opção Saudável II
 
(Atualizada e revisada - Jan/2002)



Menopausa não é doença

Um dos mais importantes desafios da vida da mulher madura, a Menopausa, é inevitável e pode ser um pesadelo, tanto físico quanto emocional, para algumas mulheres.

Para a Homeopatia, a Menopausa é uma fase natural do crescimento das mulheres, embora alguns médicos já a tenham tratado como doença.

Ao experimentar os numerosos sintomas que caracterizam este período de vida, muitas mulheres desconhecem o quanto é eficaz, na Menopausa, a abordagem saudável da Homeopatia, bem mais segura do que a Terapia de Reposição Hormonal, prática tão explorada hoje em dia.


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A reposição hormonal ainda é motivo de dúvida e controvérsia

Noites de insônia, ondas de calor, irritação constante e certo cansaço crônico. Não há dúvida: se isso ocorre depois dos 40 anos, é chegada a hora da menopausa ou climatério, período marcado pela diminuição gradativa da produção dos hormônios femininos no qual a menopausa é apenas um episódio - o da última menstruação. O xis da questão é saber como enfrentar essa fase, e nesse ponto duas correntes antagônicas se defrontam.

Alguns médicos não hesitam em prescrever, e suas pacientes em adotar, a reposição hormonal como forma de evitar os sintomas indesejáveis. Outros só indicam a reposição em casos extremos, após esgotadas outras terapias, por temer efeitos colaterais.

Hormônios normais, menstruação regular

Isso ocorre até os 40 anos. A partir dessa idade, em geral, os ciclos começam a ficar irregulares, muito curtos ou longos demais, as chances de uma gestação diminuem e a mulher pode menstruar sem ovular antes dos 48 ou 50 anos - quando o nível de hormônio é tão baixo que se instala a menopausa. Nos cinco anos seguintes, a vagina fica seca e a mulher está mais sujeita a sofrer dor e sangramento. Ocorre a insônia porque a falta de hormônio desregula o centro de vigília e do sono no cérebro. Também ocorrem os fogachos, como os médicos costumam chamar as ondas de calor, e geralmente vem associados de suores, rubor e taquicardia.

Os efeitos da queda hormonal

O "declínio biológico", é ocasionado pela queda do estrogênio, o qual é responsável pelos atos de procriar, amamentar ou se relacionar sexualmente, tem papel decisivo na manutenção do equilíbrio de quase todos os órgãos e das funções do corpo: do controle do humor à administração das gorduras, da conservação da elasticidade das paredes dos vasos sanguíneos à saúde do sistema nervoso, da aparência da pele à textura do cabelo. O efeito da queda do hormônio varia em cada caso e existem opções para amenizá-lo.

Deve ser uma opção da mulher

Tomar ou não hormônio - prescrição médica comum desde os anos 70 - é, de fato, uma questão controvertida para milhões de brasileiras na idade do climatério. "Na minha opinião, está havendo abuso na indicação da terapia de reposição de hormônio para as mulheres na menopausa", afirma a médica Ana Maria Costa, representante da Rede de Sexualidade e Direitos Reprodutivos da Mulher, em Brasília, e professora da Universidade Nacional de Brasília (UnB). "Pessoalmente, acho que é uma decisão da mulher, depois de pesados os prós e contras do tratamento aplicado a seu caso".

Pesquisa revela pouca atenção das mulheres

Um fato interessante foi revelado em uma pesquisa, que no início do climatério a maioria das mulheres é pouco atenta a essa fase. A importância pelos cuidados com o corpo e a pele superam a atenção que deve ser dada aos exercícios físicos ou a caminhar diariamente, além de manter uma dieta balanceada e levar uma vida saudável, evitando o fumo e o álcool em excesso. Quanto à terapia de reposição hormonal, a pesquisa mostra que muitas mulheres desconfiam do tratamento por causa dos riscos que podem trazer, como o desenvolvimento precoce do câncer de mama.

Reposição Hormonal

Muitas mulheres escolhem a reposição hormonal como forma de combater os problemas aqui descritos. Mas a reposição hormonal traz uma série de riscos à saúde, como o sangramento vaginal, aumento de peso, além do aumento de risco de câncer de mama, de útero e mais recentemente as pesquisas apontam para o risco do câncer de pulmão. Outros estudos têm também indicado que o estrogênio da reposição hormonal pode causar alterações na vesícula e apêndice, como mostra a publicação no Canadian Medical Association Journal, o aumento dos riscos de colecistectomia (cirurgia para a retirada da vesícula biliar) e de apendicectomia (cirurgia para a retirada do apêndice), nas mulheres que estão no climatério e fazem a reposição hormonal.

Estudo mostra que estrógeno não previne doenças do coração

Por muito tempo, pesquisadores acreditaram que mulheres na pós-menopausa - submetidas à terapia de reposição hormonal - acabavam obtendo uma redução no risco de desenvolvimento de doenças das artérias coronárias. No entanto, um estudo realizado em 1998 mostrou o oposto, e os cardiologistas não sabiam explicar o fato. Este trabalho, foi conduzido por Wendy Post e publicado no Cardiovascular Research Journal.

Para surpresa geral, não somente não houve proteção cardíaca para as mulheres que usaram reposição hormonal como houve maior incidência de infarto e morte no primeiro ano de uso, bem como uma incidência três vezes maior de trombo-embolismo venoso e 40% maior de doenças da vesícula biliar ao longo de quatro anos do estudo. Os resultados enganosos das dezenas de estudos prévios foram ocasionados pela constatação agora comprovada: a causa da menor mortalidade nas mulheres que optavam em usar a reposição hormonal era ocasionada por terem um padrão de vida prévio mais saudável, e não pela reposição hormonal em si.

 

 

Noites de insônia

Quantas noites mal dormidas
pelas ondas de calor.

Ondas de calor

Elas iniciam alguns meses antes da Menopausa e
duram de um
a dois anos.
Usar roupas folgadas
e leves, evitando os
tecidos sintéticos,
trará maior conforto.
Lembre-se que beber
líquidos frios aliviam
a maioria destes
sintomas desagradáveis.

Osteoporose*

Uma das consequências da queda dos hormônios,
a mulher pode evitar esta situação tomando banhos
de sol pela manhã,
praticando exercícios
físicos e ingerindo
alimentos ricos em cálcio.

*(na foto ao microscópio, vemos acima à esquerda como o osso é antes da perda de cálcio e acima à direita já com
a osteoporose instalada)

Exercite-se

Manter uma atividade física regular na menopausa traz benefícios para a mente
além de prevenir doenças

 


A eficácia da Homeopatia

O recente trabalho apresentado no 7º Congresso Internacional de Homeopatia em Buenos Aires, Argentina, com o nome de "Estudo da Efetividade do Tratamento Homeopático de Mulheres portadoras da Síndrome do Climatério tratadas no ambulatório de Ginecologia da Unidade de Homeopatia do Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo, Brasil", e publicado na revista do Instituto Hahnemanniano do Brasil.(IHB): Homeopatia Brasileira, vol. 3 nº1, 1997, mostrou que o tratamento homeopático apresentou resposta benéfica em 89% das pacientes estudadas com idades entre 42 e 61 anos, sendo que deste total, 42% apresentaram melhora total da queixa principal, necessitando para isso, em média 2,38 consultas. Além disso, ele monstrou que o tratamento homeopático é mais barato que o hormonal, além de ser isento de efeitos colaterais.

A Homeopatia é o tratamento seguro antes, durante e após a Menopausa.

A Homeopatia trata a mulher, não a Menopausa. Cada uma viverá sua própria Menopausa, da sua maneira particular, com seus sintomas individuais.

A Menopausa é apenas um importante estágio no amadurecimento da mulher.

É certo que, pressionada pela publicidade que valoriza a juventude e a beleza, a mulher sente dificuldade de encarar a Menopausa com naturalidade. Mas, ao chegar lá, vê que faz pouca diferença, quando se sente bem consigo mesma.

Não é a idade que conta e sim como você lida com ela.

Cara leitora, invista em você !

Aprenda o máximo sobre seu corpo e se mantenha sempre ativa !


 

Alternativa dos Fitohormônios

No meio da polêmica, estão os fitohormônios, hormônios naturais extraídos das plantas que têm a mesma eficácia dos sintéticos, mas sem os seus efeitos colaterais. Eles podem ser muito úteis no tratamento de pacientes que não podem se submeter à terapia de reposição hormonal convencional. As mulheres que já tiveram câncer de mama são um exemplo.

Vários trabalhos científicos confirmam a eficácia dos fitohormônios e a ausência de efeitos colaterais. Os fitohormônios agem usando os receptores beta, diferentemente dos hormônios sintéticos que estimulam a capacidade de proliferação celular, desenvolvendo tumores, pois se ligam aos beta e aos alfa.

Para cada sintoma da menopausa existe um tipo de fitohormônio mais adequado.

Referências

° JAMA 1998; 280:605-13

° Revista do CFM; mar/99

° Revista Época - 21/09/98

° Revista Época - 15/11/99

 

- Fitohormônios -

Hormônios naturais
extraídos das plantas
que têm a mesma
eficácia dos sintéticos

 


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