A opção pela inseminação artificial deve ser criteriosa. Ela geralmente é utilizada quando a fêmea tem dificuldade de aceitar o macho, ou este por acidente que o impossibilite boa mobilidade, não pode praticar a monta natural. Animais portadores de deficiências genéticas (um só testículo no macho, agressividade exacerbada, estreitamento do canal vaginal, hiperplasia ou prolapso vaginal, hipotiroidismo, displasia coxo-femoral entre muitas outras) devem estar definitivamente fora da reprodução. O não respeito à herança dos defeitos genéticos tem desvirtuado muitas raças.
Outro fator importantíssimo é o estado de higidez, tanto da fêmea como do macho. Se estão vacinados, vermifugados, sem deficiências nutricionais, afecções dérmicas, renais, etc. E principalmente se o aparelho repodutivo está em boas condições, sem infecções, corrimentos, desequilíbrios hormonais, etc.
Não basta o casal estar “aparentemente” normal. Toda cobertura, seja natural ou artificial, deve ser precedida de consulta veterinária e avaliação clínica, e se necessário será coletado sangue para pesquisa de hemoparasitos (Ehrlichia canis, E.platis, Babesia canis, Dirofilaria immitis, Borrelia sp. etc.). Também é conveniente coletar material para colpocitologia, que irá averiguar a época de ovulação, se o epitélio de revestimento vaginal e uterino está íntegro, assim como citologia espermática (o espermograma completo é um pouco difícil de ser obtido).
Todos estes cuidados assegurarão uma fecundação mais segura, aumentando os índices de êxito e principalmente preservando a saúde dos “noivos” . E importante notar que nem todos os machos possuem libido suficiente para permitirem a coleta de sêmen.
Esperando ter sido útil em fornecer estas informações , deixamos nossas cordiais Saudações Veterinárias !
MARIA LEONORA VERAS DE MELLO- CRMV-RJ-2165
Fisiopatologia Reprodutiva
e Alterações Endócrinas em Pequenos Animais.
Clinica Médica de Cães
e Gatos e Homeopatia Veterinária
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