1) Causas de coberturas inférteis
História familiar (irmãs e outros parentes que não produzem óvulos aptos);
Infecções venéreas (o macho adquiriu alguma infecção bacteriana resistente através de cobertura com outra cadela infectada, só que é assintomático, ou tem pouca secreção, a qual não chama atenção);
O macho está exaurido e seus espermatozóides não são viáveis;
Infecção ascendente que pode invadir inclusive ovidutos e ovários;
Infecções sistêmicas como leptospirose (há serovares que são abortivos, sem a sintomatologia clássica, e só no dep. de Bacteriologia UFF, ou Lab. Labor Life, em Botafogo estão fazendo, mas a sorologia inespecífica), toxoplasmose (mais cedo ou mais tarde surgem sintomas como iridocoroidites, miosites, convulsões, etc.);
Infecções oportunistas por fungos ou bactérias anaeróbicas, que fazem parte da flora normal, mas que por algum motivo tornam-se patogênicas (canil com pouca insolação, uso prolongado de corticóides, outras afecções imunosupressoras, etc.);
Insuficiente liberação de LH (horm . luteinizante);
Excessiva produção de prolactina (estress, excessiva ingestão de proteínas hipotiroidismo); OBS: nunca vi Rottweillers com hipotiroidismo, mas pode-se pensar, dosando-se o T4 e T4 livres)
Ausência de receptores para o LH ou progesterona nas células da teca dos folículos terciários no ovário (a ausência de receptores pode ser responsiva a administração de vit. A e E extras , mas se for genética, nada feito);
Também pode haver atresia (falta de parte de um orgão) de oviduto, cornos uterinos, corpo do útero, etc. Estes defeitos podem ser constatados através de RX contrastado ou ultrassonografia;
Aceite (da cobertura) muito cedo ou muito tardio em relação a maturidade do óvulo (por isso é recomendado o acompanhamento de citologias seriadas nas cadelas com história de alteração reprodutiva).
Cultura e antibiograma da secreção vaginal, caso haja comprovação da infecção;
Tratamento com antibiótico de escolha ou associado a outro(s), caso for infecção reincidente, devido a uma possível infeçcão mista, ou por microrganismo anaeróbico;
Observar se há necessidade de administração de vitaminas ou oligoelementos importantes para o aparelho reprodutor antes do próximo estro, de acordo com as necessidades de cada animal;
Manter o canino vermifugado e vacinado de maneira que seu efeito não se esgote durante a gestação e o 1º mês de amamentação. No caso de uso de ivermectin (controle de microfilárias) não dar durante a gestação. Se houver infestação de carrapatos, fazer pesquisa de hematozoários. Em caso de proximidade de pombos e coelhos fazer sorologia para toxoplasmose . Em caso de abortamento, investigar possibilidade de leptospirose e brucelose canina;
Em machos com histórico de orquites antigas ou recentes, baixa fertilidade ou baixa libido, deve-se proceder pesquisa de Brucella canis ou B.bovis (se for de fazenda com bovinos e/ou caprinos) e avaliação espermática.
1) Colpocitologias seriadas:
Estas devem ser feitas por veterinário para evitar ferimentos ou procedimentos inadequados.
a) no início e fim do metaestro e anestro ( aproximadamente 15 dias após o início do sangramento, 60 e 90 dias após);
b) nos animais que possuem ciclo fora das médias padrões, serão necessários mais exames. Por exemplo, cios com mais de 15 dias, deve-se repetir a colpocitologia aos 20 e 25 dias. Se aos 60 dias o esfregaço não estiver compatível com metaestro, repetir aos 70, 80 e 90 dias;
c) quando iniciar o sangramento é conveniente fazer esfregaços cada 4 dias (cada novo 4o dia) e quando diminuir o sangramento, esfregaços diários até a ovulação.
2)Dosagens hormonais:
a) no início e fim do metaestro – dosagens séricas de estrógenos, progestágenos e LH;
b) início do pró-estro e no 1o dia de aceite - dosagens séricas de estrógenos, progestágenos e LH;
c) no último dia de aceite – dosagens séricas de estrógenos e progestágenos (se possível também o LH);
d) 30 dias após a cobertura - dosagem sérica de
progestágenos.
OBS: Os exames Colpocitológicos poderão ser enviados via SEDEX