A puberdade em cadelas ocorre
em diferentes idades de raça para raça. As raças maiores
(Dogo Argentino, Bull Mastiff, Mastiff inglês, por ex.), entram no
primeiro cio mais tardiamente, geralmente proximo ao 1o
ano de vida, algumas vêzes somente ao 2o
ano. As raças menores
( poodle, fox terrier, yorkshire,etc.), podem
iniciar seus ciclos estrais antes mesmo dos 6 meses. Caso ocorrer muito
atraso, deve-se informar ao veterinário para que ele observe as
possíveis causas e interferir com medicamentos, se necessário.
O mais aconselhável é
esperar o 3o cio, seja em qualquer
raça, para que a fêmea canina tenha sua 1a
ninhada. Porém nem sempre isto acontece, pois ocorrem imprevistos...
Para uma gestação mais
segura e uma ninhada comprovadamente mais forte, é necessário
seguir alguns passos:
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Certificar-se que ao final da gestação
a cadela ainda esteja sob a proteção das vacinas (cinomose,
parvovirose, coronavirose, leptospirose, hepatite, tosse dos canis, raiva).
É melhor antecipar a revacinação. Durante a gestação,
não se deve vacinar, pois as vacinas são feitas a partir
de vírus vivo atenuados, que podem lesar os embriões;
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Da mesma forma a cadela deve estar vermifugada
e sem ectoparasitos(pulgas, carrapatos);
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Um exame antes da cobertura é necessário
para averiguação dos hábitos alimentares, estado geral(verificar-se-ão
possíveis anemias, doenças de pele, infecções
sub-clínicas do aparelho reprodutor, etc.). Esta antecedências
assegura um tratamento adequado quando houver alterações.
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Cadelas com ciclos irregulares devem fazer colpocitopatologia(s)
para comprovação se o cio é verdadeiro e ovulatório
(tem cerca de 70% de êxito);
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É frequente nas raças puras, perdas
embrionárias, ou falhas na fecundação por estress,
infecções uterinas não perceptíveis, alterações
ovarianas, entre outras causas. É necessário paciência
e perseverança.
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Sempre que possível, é aconselhável
exame ultra-sonográfico no 1/3 final da gestação,
para assegurar a viabilidade dos filhotes, seu tamanho, posição
e determinação mais precisa da data do parto;
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É importantíssimo que se saiba
a data do parto o mais adequadamente possível (de 58 a 63 dias após
a 1a cobertura). O proprietário cuidadoso sempre anota a data da
cobertura, para ter idéia da época da parição.
Muitas vêzes, por uma inadvertência, casos simples de distocias
no parto (devido a poucas contrações, medo da dor, ambiente
estressante, proprietários ausentes, etc.), podem causar perdas
de filhotes e até mesmo da mãe. É necessário
a consultoria de um veterinário, a partir dos exames pré-natais,
para avaliação dos riscos e as maneiras de atenuá-los.
Tomar conhecimento de Clínicas de atendimento 24 horas e em caso
de gestação de risco, colocar um cirurgião veterinário
de sobreaviso.
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É importante compreender que muitas vêzes
o clínico veterinário que acompanha o animal, não
é socorrista, isto é, não tem a disposição
o material básico para atender uma emergência. Para isto existem
as Clínicas que funcionam Dia e Noite, exatamente como na Medicina
Humana. É interessante procurar conhecê-los com antecedência,
entrar em contato com os profissionais, assegurando um pronto atendimento
em caso de urgência.
Com todas estas informações,
a gestação transcorrerá com muito mais segurança
e dificilmente haverão perdas.
BOA SORTE!
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