A vida média de um cão nos centros urbanos é de 12 anos. Gatos podem viver mais, com o recorde de 34 anos !
A longevidade
depende de uma série de fatores ; ambientais, nutricionais, genéticos,
os cuidados durante a vida, etc.
FATORES AMBIENTAIS - animais de vida livre vivem menos que os confinados, devido a acidentes de trânsito, vizinhos hostis e contato com animais doentes. No entanto, viver menos ou mais deve conduzir à reflexão sobre a qualidade desta vida.
FATORES NUTRICIONAIS - obesidade ou magreza excessiva diminuem substancialmente as expectativas de vida de cães e gatos . Animais idosos com problemas específicos em orgãos vitais como o coração, rins ou fígado, têm seu estado geral revigorado com o auxílio de dietas especiais.
FATORES GENÉTICOS - de modo geral, as fêmeas vivem mais que os machos. Os animais castrados superam os dois. Cães de pequeno porte com ou sem confinamento têm vida mais longa.
CUIDADOS DURANTE A VIDA - Sem dúvida uma vida regrada é muitas vezes prolongada, cumprindo-se as datas das vacinas, com os devidos cuidados sanitários, controle de parasitas internos e externos, alimentação adequada e em horas regulares, manutenção da saúde dentária, etc.
HÁBITOS - os animais de qualquer idade devem se exercitar regularmente, para manter a boa circulação, a firmeza muscular, facilitar a locomoção e as funções fisiológicas. Na questão de animais geriátricos, os bichanos também devem ter atividades para manterem a capacidade de urinar e evacuar sem dificuldades. Por outro lado, tanto cães como gatos idosos devem ser desestimulados a pularem demais ou participarem de atividades violentas. Os hábitos alimentares devem ser disciplinados. Caso eles fiquem inapetentes, deve-se procurar auxílio especializado. O mesmo vale se houver muita sede, aumento da diurese, episódios diarreicos frequentes, etc.
Todo ser vivo cumpre
as leis da Natureza: nasce - cresce - fica adulto - envelhece e morre.
Nossos amigos peludos (cães e gatos) vivem menos de 1/3 do que vivemos.
Não se pode modificar isso, mas a parceria na saúde e plenitude
da forma física deve se manter quando a idade os faz lentos, sonolentos,
rabugentos, “esquecidos”...
Temos o dever de amá-los
e protegê-los mesmo em seu instante final. Fornecer conforto e dignidade
em suas últimas horas, nos ensina a ser despreendidos e generosos.
Devemos tê-los em nossa lembrança não como uma fonte
de sofrimento, mas com saudade saudável, da certeza que homem e
animal compartilharam bons momentos, e que ambos cresceram na escola da
Vida.
Maria Leonora Veras de Mello E-mail:leomello@homeopatiaonline.com
CRMV-RJ - 2165