OS ANIMAIS DE COMPANHIA
E OS ENFERMOS DE AIDS


 
 
 

 


Home
 

E-mail
 
 

WebDesign  e 
Diagramação® 
by 

Marcos Dias

   
   A AIDS provoca sempre uma primeira reação de medo ao contágio, temor ao contato. Os amigos e parentes frequentemente afastam-se, exceto seu cão e seu gato.

   Os animais de estimação permanecem ao  lado até o momento final e passam a ser para o enfermo o apoio mais firme e constante. Eles dependem de seu cuidado e talvez sejam os únicos seres vivos que diariamente estarão esperando suas carícias e seus mimos. Fazem companhia,  ajudam a distrair, “escutam atentamente os monólogos” de seus donos e sempre lhe dedicam seu AMOR.

   Estudos recentes na FUNDAÇÃO LATHAM, em Alameda, Califórnia, mostraram que agregando mascotes à terapia destas pessoas, produziam-se mudanças  dramáticas  e positivas nos pacientes isolados, estigmatizados por seus próprios semelhantes.

   O Dr. Mike Desrosier, de Seattle, Washington, fundou uma REDE DE APOIO AOS MASCOTES DOS ENFERMOS DE AIDS. É um grupo que auxilia os enfermos manterem seus mascotes o maior tempo possível. Nas clínicas veterinárias desta rede, os animais são revisados mensalmente e recebem todas as vacinas necessárias com preços reduzidos e sem outros encargos. Como para ter um animal   necessita-se de recursos físicos e financeiros, a citada REDE tenta solucionar ambos os aspectos.  Se os enfermos não têm recursos,  ela fornece os alimentos adequados e medicamentos se necessário.

   Em Houston, no Texas, há a “Patrulha dos Mascotes”, idealizada por Tori Williams, trabalhador social na “Fundação Houston Inc.” contra a AIDS. Os voluntários passeiam com os animais ou cuidam deles, caso os donos estejam transitoriamente hospitalizados. Para evitar contágio do doente de AIDS por zoonoses, o animal deve ser examinado cuidadosamente a cada 4 a 6 meses para averiguação de enfermidades infecciosas, parasitárias ou micóticas; a cada 3 meses devem ser feitos exames de fezes. Os gatos  são examinados para toxoplasmose e leucemia anualmente. O enfermo não toca a matéria fecal ou a urina e para evitar risco de infeção exterior, os gatos se alimentarão de alimentos balanceados  e não poderão caçar.

   Em 1987 formou-se  uma organização chamada “PAWS” (Patinhas), que em 1991 ganhou o Prêmio de Programa Modelo pela Sociedade Delta (Líder mundial no estudo dos benefícios a saúde do homem). O Diretor Veterinário da PAWS, Dr. Gorczica, do “San Francisco Pet Hospital”, formou um grupo de assessores médicos veterinários e outros profissionais interessados no uso terapêutico de mascotes para os enfermos de AIDS. 

   Leah Talley, diretora executiva de PAWS observou que seus pacientes não podiam visitar seus amigos, perderam seus trabalhos e não tinham energia para relacionarem-se com ninguém. Mas os animais são incondicionais; têm a sua disposição todo o tempo do mundo, enquanto que  resta cada vez menos tempo para os enfermos. Para eles o laço com seus animais é uma carga renovadora de energia.

   Para eleger um mascote adequado para o enfermo de AIDS, deve-se ter em conta o risco de lesões físicas (quedas provocadas por cães muito ativos), mordeduras e  arranhões durante brincadeiras mais brutas. Devem ser escolhidos os mais dóceis e mansos, que na verdade serão valiosa contribuição para a Saúde Pública.

   Os profissionais da arte de curar já descobriram este aspecto da Saúde Pública Veterinária como ajuda a tratamentos, onde observam-se as necessidades afetivas e emocionais do paciente, além das fisiológicas. Esta técnica tem sido utilizada em cárceres, asilos geriátricos, hospitais de pediatria e muitas outras instituições onde se investiga o enorme potencial dos mascotes como terapia.

   É maravilhoso observar o efeito depressor da pressão sanguínea que tem o acariciar um gatinho ou a observação de peixinhos em um aquário !

   Este é um tema longo, com indicações claras e precisas, com prós e contras que devem ser sempre avaliados antes de se iniciar qualquer  programa deste tipo.

   O papel do veterinário é assegurar que os riscos se reduzam a sua mínima expressão, supervisionando permanentemente os animais e  se necessário, selecionando-os. Esta é outra importante contribuição da profissão à área da saúde mental humana, moderna concepção da Saúde Pública Veterinária.
 
 

Adaptação e tradução do texto do Dr. Leopoldo Estol (Chefe do Programa de bem estar Social e Serviço Nacional de Sanidade Animal- SENASA/SELSA) – EL Salvador  por  Maria Leonora Veras de Mello- CRMV-RJ/2165.

Niterói, 01 de outubro de 1998

MARIA LEONORA VERAS DE MELLO - CRMV- 5/ 2165 
Fisiopatologia da Reprodução Clínica Médica de Cães e Gatos e Homeopatia 
Tel.: (021) Niterói - 2611 7837 - Rio - 2570 9648 (Tijuca) e 3902 7158 (Botafogo)
Celular - 9706 5674         

e-mail: leomello@homeopatiaonline.com
Internet: www.homeopatiaonline.com/leomello